A Prefeitura de João Pessoa foi vencedora do Smart Cities Park 2026, na categoria ‘Cidades Inteligentes’ com o projeto Atlas Filipeia, executado pela Secretaria de Planejamento (Seplan). A 5ª edição do evento foi realizada de quarta-feira (10) até esta sexta-feira (12), em Campina Grande, quando ocorreu a premiação. O Smart Cities Park é um dos maiores eventos de cidades inteligentes, inovação e tecnologia aplicada à gestão pública do Brasil. Esta é a primeira vez que o encontro é realizado no Nordeste, organizado pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), em parceria com a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Ó Atlas Filipeia – Mapas da Cidade é um portal de informações geográficas da Prefeitura de João Pessoa, que reúne diversas funções, um exemplo de mapas dinâmicos e interativos, perfis sobre os 64 bairros da cidade com vários indicadores e mapa de evolução histórica da cidade desde 1647. A ferramenta é útil para quem precisa localizar, identificar e representar imóveis com resultados. A plataforma permite a consulta de dados sobre imóveis com mapa de localização (overlay) e ficha cadastral, além de aerofotogrametria. O Atlas já teve mais de 1,3 milhão de acessos.
Para o secretário de Planejamento, Ayrton Falcão, o prêmio recebido é um importante reconhecimento pelo trabalho vitorioso 100% desenvolvido por profissionais da Unidade de Geoprocessamento da Seplan. “O Atlas contribui diariamente com a cidade de João Pessoa, simplificando processos e proteção que antes eram expedidos presencialmente. São muitas informações técnicas da cidade reunidas num aplicativo que garante acesso simples e rápido aos dados”, comentou.
Ele afirmou que o Atlas Filipeia é um dos pilares mais práticos e consolidados de Smart City (Cidade Inteligente) em João Pessoa, funcionando como o “sistema nervoso geográfico” do município, transformando dados cartográficos complexos em uma ferramenta pública de transparência, planejamento urbano e eficiência.
“São informações de muita privacidade para gestores públicos, entidades, engenheiros, arquitetos, urbanistas, geógrafos, cartógrafos, advogados, pesquisadores, professores e estudantes, bem como para o cidadão, pois todos podem acessar documentos técnicos pela internet sem custo e sem burocracia”, destacou Ayrton Falcão.
Engajamento – O diferencial do Atlas Filipeia é a proposta e implantação de uma ferramenta que surgiu a partir do engajamento dos próprios servidores públicos, sem a necessidade de contratação de soluções externas ou de investimentos específicos exclusivamente ao desenvolvimento da plataforma.
O diretor de Geoprocessamento da Seplan, Carlos Ribeiro, é um dos responsáveis pelo software e foi o representante da Prefeitura na solenidade de premiação desta sexta-feira. “Sinto-me muito feliz de que uma iniciativa despretensiosa tenha sido escolhida como vencedora. Entendemos que, à medida que a informação é acessível e pode ser utilizada para extrair dados importantes, a cidade fica mais inteligente”, relatou.
De acordo com o diretor, entre os serviços mais importantes e buscados está o mapa de quadra (overlay), que disponibiliza informações úteis para o planejamento de projetos de arquitetura e engenharia, além de utilização para questões relacionadas a cartórios, conflitos urbanos sobre limites e dimensões de lotes.
Parque das Cidades Inteligentes – O evento reuniu prefeitos, secretários, engenheiros, pesquisadores e startups de todo o País no debate e apresentação de soluções práticas para modernizar a administração municipal, tornando as cidades mais eficientes, sustentáveis e conectadas.
Foram debatidos temas como tecnologia e inovação na gestão pública a partir do uso da inteligência artificial e inteligência de dados; conectividade e infraestrutura; desburocratização na contratação de tecnologia pelos municípios; sustentabilidade e infraestrutura urbana com foco no licenciamento ambiental; mobilidade urbana e governança digital. Também houve troca de experiência entre os participantes e apresentação de casos de sucesso.